Livro
O título eu ainda não tenho, mas isso não é o mais
interessante... quem sabe daqui até o final do livro ele não aparece. Rs
Ah, quase esqueci!
Oi gente, tudo bom com vocês? Rs. Estou aqui para contar uns
segredos, sei que nem deveria, mas como eu não sou baú para guardar nada... a
partir de agora vou mostrar a vocês um lado que nem eu sabia da existência.
Quem nunca se apaixonou na adolescência? Disse que ia na casa da amiga, quando
na verdade o crush estava esperando na esquina da pracinha...rs ou quem nunca
escreveu fulano e ciclano 100% se amam? Kkkk eu não! Nunca fui ligada nesse
negócio de amor, na verdade o amor que não era ligado em mim. E isso foi bom!
Bom porque sempre tive a confiança da mãe das minhas amigas,
por eu não ser ligada nesse negócio de namoradinhos, elas sempre sentiam
confortáveis em deixar suas filhas saírem, festa do pijama então .... Nunca foi
um problema! Por outro lado, não era tão
legal, porque as meninas acabavam me deixando de lado, e as amizades foram
diminuindo. Mas as verdadeiras permanecem até hoje e é isso que importa! Até
que um dia... aleeeeeluia! O AMOR acertou o endereço.
Todos os dias eu tinha que pegar dois ônibus até chegar a
faculdade, e as vezes o ônibus demorava pra caramba. Aff, e quando chegava,
estava lotado. Não, essa não é a história de uma menina rica que tem motorista
particular ou que sobra grana para pagar um taxi, mas sim da Evelin (Eu), uma
menina que rala muito para não perder a bolsa da faculdade Federal, porque se
não...aí a coisa fica complicada! Sempre saio correndo, porque tempo, tempo é
algo que eu também não tenho dinheiro para comprar. E foi numa dessas corridas
que esbarrei com o amor, acho que ele estava fugindo de mim, mas eu fui mais
rápida que ele! Haha
Nunca soube lidar com romances, o mais próximo que cheguei
foi assistindo novelas mexicanas. Na verdade, eu só assistia porque os
protagonistas são lindos. México dos meus sonhos!!! Ôh lugar para ter homem
lindo! Uma fábrica de beleza! Mas, voltando... neste dia eu não tive para onde
correr, na verdade eu não tinha onde sentar. O ônibus estava lotado, e eu
estava cheia de livros, sim, estavam pesadíssimos. Entrei no ônibus, e fiquei
torcendo pra que alguém descesse logo, assim desocuparia a cadeira e eu
sentaria, afinal teria longas horas de estrada até chegar à faculdade. Mas
ninguém descia. Para minha frustração. De repente entrou uma senhora, cabelinho
grisalho, pele toda enrrugadinha, fiquei pensando: tadinha, esse ônibus lotado!
Até as poltronas de idosos e deficientes já estavam ocupadas. Até que então um
rapaz de cabelo preto e pele parda, alto e bem sorridente disse:
-Sente-se aqui senhora! Levantando-se e dando seu lugar a
ela.
Fiquei observando, ele olhou pra mim e sorriu! Três pontos
depois, ele desceu. Neste tempo outras
pessoas desceram e eu então consegui sentar um pouquinho. Cheguei a faculdade,
toda bagunçada. Afinal, não tenho o dom de pegar ônibus cheio, carregar vários
livros, e ainda correr pra não chegar atrasada... haha não sei como tem gente
que consegue. Eu particularmente sinto uma invejinha branca das blogueiras do
meu instagram, estão sempre felizes e arrumadinhas, aaaff” isso não é pra todo
mundo.
Foi um dia bem chato na faculdade, talvez o cansaço teria me
vencido. E lá vou eu, esperar aquele ônibus lotaaaado. Entrei, até que não
demorou tanto. Pelo menos algo estava favorável e não era tão desagradável, era
incrível! Eu sempre pegava via orla, e enquanto não chegava eu ficava olhando
para o mar e admirando as grandezas de Deus. Eu me perdia na imensidão daquele
mar azul, as ondas me levavam naquele vai vem. Até que um dos meus livros caiu, e eu nem me dei conta.
Fui pra casa, eu só precisava de um banho quente, uma xícara de café e uma tv
apenas para embasar meu sono, eu nunca conseguia assistir nada. Cochilava ali
mesmo, e depois de uns 30 minutos eu estava novinha em folha.
No dia seguinte fui revisar o assunto da faculdade, para
minha infelicidade só naquele momento tinha me dado conta que estava sem um dos
livros. Pensei ter deixado na faculdade, nem me estressei. E la vou eu
novamente ao ponto. Para minha alegria, o ônibus estava quase vazio... um
milagre em plena terça feira. Sentei-me e comecei tranquilamente a me perder no
azul do mar, quando alguém senta ao meu lado e diz:
-Bom dia, Evelin!
Subitamente, olhei espantada. Como alguém no ônibus sabia o
meu nome? Logo percebi que era o rapaz gentil que havia cedido o lugar para a
senhora no dia anterior.
-Bom dia, tudo bem?
-sim, mas acredito que você não tão bem. Sorriu.
- Estou bem sim, porque não estaria?
-você esqueceu seu livro ontem, não sentiu falta dele? Não
ficou preocupada em tê-lo perdido?
Naquele momento senti uma grande afinidade com aquele moço
gentil, ele viu que eu tinha esquecido e guardou para mim. E ainda teve a
preocupação de me entregar. Até que chegou o ponto de parada e ele teve que
descer. Poxa, nem consegui saber o nome dele. Eu tinha uma certeza, encontraria
ele na volta. Pegávamos sempre o mesmo ônibus. Fui a faculdade e foi bem
tranquilo. Na volta para casa, lembrei-me do rapaz gentil e resolvi retribuir a
delicadeza. Comprei dois milk-shakes, e fiquei esperando o ônibus. Para minha
infelicidade, o ônibus demorou muito e os milk-shakes derreteram. Aff” quando o
ônibus chegou eu entrei e logo vi que ele estava no fundo, olhei para ele dei
um sorriso e sentei na poltrona da frente. A minha vontade era de falar com
ele, mas eu não tinha um pretexto, não sabia fazer isso, eu ia ficar igual uma
tartaruga colocando a cabeça para dentro de tanta vergonha. Ele também não
falou nada.
Até que chegou ao meu ponto, e descemos. An? Descemos? sim,
bem isso. Ele descia no mesmo ponto que eu. Morávamos na mesma rua. Sim, isso
era bem legal.
- Oi, mora aqui perto? Perguntei, morta de vergonha.
-Sim, eu moro no final da rua. Está afim de tomar um
milk-shake ?
-Claro, aqui na lanchonete da frente?
-sim!
E fomos, no caminho eu lembrava dos milk-shakes que eu tinha
comprado e sorria. Ele logo percebeu e perguntou. Eu disse que não era nada.
-isso tudo é alegria Evelin só porque vai tomar um
milk-shake? Ele acabara de sarrar com a minha cara.
-Eu, eu amo milk-shake. Respondi dando várias risadas. Eu
não queria que ele soubesse da minha tentativa frustrada de tentar ser gentil
mais cedo.
Foi incrível sair naquele momento, eu nem sabia mais o que
era isso, a vida de estudos estava me consumindo, eu quase não tinha vida
social. Mas naquele momento o mundo tinha parado. Eu estava sentindo-me
totalmente viva, e não era apenas pelo fato de estar comendo algo diferente,
mas porque de maneira sutil a minha tartaruga interior estava perdendo a
timidez, o que estava acontecendo comigo? Dentro de mim havia uma explosão de
cores, finalmente eu estava descobrindo quem eu realmente era!
- Ei Evelin? Ta tudo bem ai? Perguntou o rapaz gentil,
olhando para mim com uma cara de quem não estava entendendo nada.
Naquele momento eu voltei do meu súbito momento de euforia
mental, rs.
-Sim, estou ótima! Tem uma coisa que eu não sei sobre você.
-O meu nome? Achei que você jamais fosse perguntar. Meu nome
é Gustavo. Mas pode me chamar de Gusta.
-Desculpe, eu sou muito desligada. Mal sabia ele que eu já
havia o apelidado como rapaz gentil, rs.
Conversamos muito, o relógio passava muito rápido. A mesa já
estava cheia de embalagens de comida, do quanto que comemos e nem sequer
percebemos. Na volta ele fez questão de
me levar até o portão de casa. No trajeto havia um pequeno parquinho, desses
que tem em todas as pracinhas...
-Onde você vai Gustavo? Perguntei sem entender nada ao vê-lo
correndo até um dos brinquedos do parquinho.
-Venha comigo, quero te mostrar algo. Respondeu ele se
apoiando no brinquedo e se erguendo, tipo aqueles exercícios que os homens
costumam fazer em academia.
- Eu não acredito que você me chamou para mostrar que sabe
fazer isso!
-Ah é? Aposto que você não sabe fazer!
Certamente, eu não sabia me apoiar daquela forma e subir com
o corpo. Olhei para ele como alguém que tinha perdido a guerra. Ele logo me
pegou pelos braços e disse:
-venha, vou te ensinar como faz.
Me segurou pelos braços com força até que eu conseguisse me
apoiar sobre a barra de ferro de subir. Eu não sabia porque estava fazendo
aquilo, quis logo desistir, mas ao descer, desmoronei em seus braços, naquele
momento a única coisa que eu conseguia ver era o vento da balançando seus
cabelos, e o seu sorriso olhando para mim. Na verdade eu tenho quase certeza
que ele estava rindo da minha falta de jeito.
🌼
NOVAS PÁGINAS
Como morávamos pertinho da orla, o vento sempre soprava bem
forte, por conta das ondas do mar. Isso era um problema para mim, ao ver seus
cabelos ao vento, o mundo parava e então só restavam nós dois. Nós dois quem
Evelin? Será que eu estava me apaixonando? Não era muito cedo? Esquece! Esse
negócio de amor não existe! Ou será que existe e o nome disso se chama
Gustavo... Tô confusa! Neste momento eu
ainda estava nos braços dele, confusa, mas nos braços dele. Então ele sorriu
novamente, só que desta vez era da minha cara!
- Você sempre some dentro de si e depois volta do nada
Evelin? Rs ou isso só acontece quando está comigo?
Subitamente e novamente voltei do meu mundo de confusão e
dei um pulo dos seus braços.
- Acho que eu tenho que voltar para casa. Disse toda
desconcertada.
-Te levo.
-Não, não precisa!
Peguei minhas coisas e fui correndo para casa. Chegando, fui
para o meu quarto, pesquisar no google sintomas de apaixonada, queria entender
o que estava acontecendo comigo. Nada me convenceu, nada na internet foi capaz
de explicar as minhas borboletas imaginárias no estômago, ou meu coração
palpitando inesperadamente. Tomei um banho, e depois fui explicar minha mãe
porque eu tinha demorado pra chegar em casa.
-Acho que você não precisa me explicar nada mocinha, eu vi você tomando milk-shake com o filho do
Hélio, e acho muito bom que você resolva namorar. Já estava preocupada com
isso!
Naquele momento eu engoli uma dose de café, e me perdi num
mundo constrangedor chamado vergonha.
- Não mãe, ele não é meu namorado! Respondi com a cara toda
vermelha de vergonha.
-Filha, não precisa ficar assim. Agora me fale, quando você
vai trazê-lo para apresentar ao seu pai?
- Mããããe! A gente não é namorado, eu já disse!
-Então tá! Respondeu minha mãe sarcasticamente.
-Vou dormir, beijo!
Não sei o que era pior, responder as perguntas constrangedoras
sobre namoradinhos para minha mãe ou tentar entender o que estava acontecendo
comigo.
-Será que amanhã ele vai estar no ônibus? E o que eu vou
dizer? Melhor dormir.
No dia seguinte lá estava eu no mesmo ponto de ônibus,
descabelada, cheia de livros pesados esperando o velho ônibus lotado. O ônibus
chegou, entrei. Olhei bem, mas desta vez o rapaz gentil não estava lá. Será o
que tinha acontecido? Entrei com um sorriso de orelha, mas acabei sentando com
um olhar chateado. Vai ver não era para ser, e talvez essa fosse a minha sina,
viver sozinha e solteirona sendo o orgulho da mãe das minhas amigas. Continuei com as minhas atribuições da
faculdade... afinal, eu tinha muita coisa para estudar e não tinha tempo para
amores à primeira vista. Aff” imagina eu, apaixonada... nunca. Foi só um
devaneio!
E assim continuou... todo os dias eu fazia as mesmas coisas.
Sempre a mesma vida, os mesmos livros, as mesmas ondas... minha vida estava praticamente
como um vai e vem do mar. E eu gostava de ser assim.
- Filha, amanhã cedo
preciso que antes de ir a faculdade, passe na loja da orla para ver se chegaram
as encomendas da confeitaria.- Sim, minha mãe tinha uma loja de doces.
- Claro mãe, passo sim!
No dia seguinte, tive que ir mais cedo para resolver as pendências
da minha mãe, desta vez eu não precisava pegar ônibus lotado pois a loja era
bem perto. Eu só não contava que no trajeto teria uma surpresa especial:
-Heeey Evelin!
Era o Gustavo, meu coração quase cantou aquela musiquinha para
miiiiiinha alegria!
-Você sumiu menina! O que aconteceu? Saiu correndo aquele
dia, eu até pensei em ir a sua casa, mas fiquei com medo de você não gostar da
minha visita.
Dentro de mim, respirei fundo e pensei: foi até bom você não
ter ido a minha casa, porque aí sim minha mãe ia ter mais um motivo para me
constranger com aquele papo de namoradinho... mas fiz uma cara de boa moça e
respondi:
- São os estudos Gustavo! A gente quase não tem tempo para
nada. Mas você também sumiu! Não o vi mais no nosso ponto de encontro matinal.
- Ah, é que comprei um carro! Rs sorriu sarcasticamente. Não, to brincando.
É que as minhas aulas da faculdade acabaram. Final do mês estou formado em biomedicina,
graças a Deus.
-Que notícia boa! Estou muito feliz por você. Foi muito bom
te ver, mas eu ainda não concluir os estudos, então tenho que correr porque
fiquei de passar ali para pegar uma encomenda para minha mãe e depois já sabe
né? Rs
- sim! Hahah, sorriu, passando a mão nos cabelos. O bendito ônibus
lotado de todo santo dia.
- Isso! Rs, então tchau!
- Evelin, espera. Vai fazer o que a noite? Dizer que vai
estudar não vale.
- Eu ia dizer exatamente isso! Mas como isso não vale como
resposta, não vou fazer nada.
- Eu sei que vou levar um não, mas queria tomar outro
milk-shake, topa?
-É...
Eu precisava fazer uma ceninha antes. ..
-Eu acho que não tenho nada programado além dos estudos. As
19hrs então?
- Certo, as 19 hrs passo em sua casa. Ver se não vai fazer
igual a maioria das garotas, que demoram um ano para se arrumarem. rs
Nos despedimos e eu fui correndo terminar minhas obrigações.
Estava mais nervosa que nunca, afinal era o meu primeiro encontro com um rapaz.
Isso é assustador! O que eu deveria usar?
Quando voltei da faculdade, fui direto ao meu quarto provar todas as
minhas roupas. E todas elas ficaram horríveis, eu parecia um moleque e quando não
era isso era uma garotinha. Eu não tinha estilo. Aff! E agora? Já sei, vou
olhar no guarda roupa da minha mãe.
Que ótimo! Agora eu estou parecendo uma senhora. Nunca pensei
que diria isso, mas não tenho roupa. – disse Evelin com um monte de roupas
jogadas na cama e no chão do quarto.
Já sei, vou com as roupas que eu costumo usar, afinal ele me
conheceu assim, acho que não vai se importar.
19 horas. Gustavo bate na porta da casa de Evelin e sua mãe
vai recebe-lo.
- Oi Gustavo, tudo bem? Entre. Como está seu pai?
Minha mãe era amiga da família do Gustavo.
- Olá senhora Lisete, tudo bem e você? Eu vim buscar a Evelin.
- Bem. Só um momento.
- Fiilhaaaaaa, seu namorado chegou.
Gritou a minha mãe, me deixando muito constrangida mais uma
vez com esse papo de namoradinho. Demorei uns 5 minutos, era o tempo que a
minha mão ia na cozinha ou no quarto. Na verdade eu só queria evitar mais uma
cena constrangedora ou um interrogatório que todos os bons pais fazem. A barra
estava limpa, então desci correndo e gritei “ mãe to indo, tchau! “ agarrei o Gustavo
pelo braço e saímos sem que ninguém nos interrompesse.
- Desculpa pelo que a minha mãe disse.
-De boa, eu sei como são os pais. Rs ainda mais os
cuidadosos. Rs Você ta linda, isso tudo é pra sair comigo e me impressionar ou é
só pra tomar um milk-shake?
- Na verdade nem um nem outro. Mas obrigada pelo elogio.
- Eu te trouxe algo, espero que você goste.
Em suas mãos estava uma pequena bailarina, dessas do tamanho
de um chaveiro.
- Eu achei a sua cara, fofa, linda, meiga...
- Obrigada Gustavo, ela é linda. –Fiquei comovida com a
delicadeza dele. E mais ainda com a sensibilidade de pensar nos detalhes e
comparar-me com tanta amabilidade.
-Que bom que gostou.
Guarde para lembrar deste dia. Vamos?
Disse ele pegando em minha mão. Nossa, eu estava de mãos dadas
com o rapaz gentil. Para o meu primeiro encontro, até que estava indo tudo bem.
Mas e se eu estiver me iludindo? Será que eu devo deixar ele pegar em minhas
mãos? Tem muita gente olhando para nós, e eles olham com olhar de ternura, será
o que está passando na cabeça do Gustavo? Porque ele está olhando para mim e
sorrindo? E porque eu também estou olhando para ele e sorrindo? Neste momento a
minha tartaruga interior está quase me engolindo, fazendo com que a minha
confusão mental me deixe com a cabeça dentro do casco. Aff!
- Venha aqui, quero te mostrar algo. Disse Gustavo, me
puxando para o canteiro de flores da lanchonete.
Ele arranca uma pequena flor branca e coloca em meu cabelo.
🌼
-Pronto, agora você ta perfeita! Disse ele olhando em meus
olhos, arrumando meus cabelos com a pequena flor. Posso tirar seus óculos para ver como você
fica sem ele?
- Sorri. Pode sim, mas aí sou eu que não vou ver você.
Ele tirou meus óculos e ficou ali me olhando com um olhar
que não dizia nada mas que falava muito ao mesmo tempo.
- e aí ? Sou normal sem óculos? –Perguntei com o coração
palpitando de nervosismo e tensão.
-É... Até que você não é feia de óculos. Respondeu ele
sorrindo.
Tive vontade de beijá-lo. Mas sabe como é... minha tartaruga
interior se esconde. Então eu desviei o foco e sugeri que entrássemos na
lanchonete.
-Evelin...disse Gustavo, puxando sutilmente meu braço. Naquele
momento o impacto do meu corpo me levou para frente dele, ficamos cara a cara,
então ele me beijou. Meus olhos ainda estavam abertos, a minha tartaruga
interior estava confusa. Mas, estava confusa e feliz. Então fechei meus olhos e
o beijei. O mundo parou, congelou e nisso tudo sobrou apenas nós dois.
-Desculpe, eu não deveria fazer isso Evelin, mas você está
mexendo com algo em mim, foi inevitável, você é tão linda, me encanta. Eu não posso
deixar você ir,

